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12 março, 2018

Um ano depois...


Um ano depois do falecimento precoce do meu tio, a sua presença na nossa casa e em todos os eventos familiares ainda é fortemente presente e deixa muitas saudades. Uma pessoa de carácter forte, marcante, que se fazia sentir em quaisquer circunstâncias deixa um grande vazio nas vidas que tocou. Hoje em dia a dor não é tanta e a vida segue o seu rumo normal, mas no fundo ainda custa acreditar que ele partiu...


Para celebrar a ocasião a família tem de fazer aquilo que ele mais gostava que é um grande ajuntamento no Casal do Facho que sucedeu esta ida à missa do Varatojo que alguns de nós precisam por acreditarem que ele está neste momento num local melhor. Esta lindíssima Igreja fica inserida no Convento do Varatojo que está ao serviço da Ordem dos Frades Menores ou Franciscanos. A missa for presidida pelo Pe. Vitor Melícias (que ja tinha presidido a missa do 7º dia, um padre que o meu Tio adorava), um Franciscano que voltou à sua terra para fazer o que faz melhor e devo dizer que é um prazer ouvi-lo falar pois acrescenta sempre uma boa pitada de info útil não fazendo apenas as leituras monocórdicas que caracterizam a Eucaristia Dominical. É como ter uma espécie de Cristiano Ronaldo a terminar a carreira no seu clube de coração, o que confere a esta igreja, algo de ainda mais especial...

10 abril, 2017

Jantares no Casal do Facho

 
Há um esforço redobrado por parte de todos para que a vida no Casal do Facho regresse ao normal. Até pode parecer algo forçado mas para a nossa família não o é certamente, é a forma de nos sentirmos minimamente bem e atenuar dores maiores que irão persistir durante algum tempo... Os meus primos aqui olham com orgulho para um belo desenho feito pelo seu filho Gabriel


Aqui, depois de um dia intenso de jardinagem, apesar de ter as mãos a doer como nunca de tanto esforço, não deixei de fazer o que realmente interessava após o jantar, registar o momento. O Rui, um amigo de família juntou-se a nossa mesa de jantar para mais uns copos e dois dedos de conversa.

02 abril, 2017

Siga...


Após o dilema familiar que descrevi de forma meio metafórica (aqui), o inevitável aconteceu e a minha família perdeu um dos seus elementos basilares e para sempre presente nas nossas vidas. O conceito de imortalidade de algumas pessoas que nos são especiais vai-se esfumando aos poucos à medida que crescemos. Os irmãos já não vão sorrir juntos como outrora e os jantares de família que irei continuar a desenhar contarão com menos um elemento.  A minha mãe é agora a resistente desta geração e a comandante da nossa casa de família que aos poucos vai retomando a rotina após este golpe duro e acima de tudo baixo, pois não devia ser permitido partir tão cedo... Continuemos a viver então, siga...

01 março, 2017

Sombras e Luz


Quando a sombra se abate sobre nós, há que procurar uma ínfima réstia de luz onde quer que seja. Há quem prefira os holofotes, mas essa luz é muito superficial e dura pouco. As luzes mais triviais, aquelas mais singelas são as que verdadeiramente nos iluminam. Iluminam o rosto e o nosso corpo mas sobretudo o nosso enfraquecido espírito... 

When shadows are upon us we must seek even the dimmest light. Some may prefer the spotlights, but it's a very superficial light that fades quickly. The most trivial of lights are the ones that truly enlighten us. Our face, our bodies but mostly our souls... 


As crianças são feitas de luz e tudo o resto lhes passa ao lado...

Children are made of light, they don't even conceive the idea of darkness... 


Mas para nós, passar ao lado das sombras já não é uma opção, ainda por cima agora que o Carnaval já acabou  e os holofotes apagaram-se. Há que enfrentar as sombras e saber que elas ameaçam tornar-se permanentes mais cedo ou mais tarde.

Mas nós somos feitos de luz... 

But unfortunately for us, avoiding the shadows is no longer an option, mostly at this time that Carnival is ending and so are it's spotlights. We must face the darkness and interiorize that someday they'll become permanent. 

But we're made of light... 


...e existimos em grupo, unidos para que nos possamos iluminar uns aos outros...

...and we stand together so we can bring more light to each other... 

02 janeiro, 2017

Natal 2016



Neste Natal voltámos a uma velha tradição, a de passarmos todos juntos em família na nossa casa conjunta, o Casal do Facho no Varatojo. Os miúdos já cresceram e já não precisam das comodidades das nossas casas como trocadores de fraldas e quartos recatados para dormir sestas. A noite começou com o queijo da Serra e rapidamente continuou pelo tradicional bacalhau bem regado de um belo tinto, seguido pelos não menos tradicionais doces da época. Num ápice, era hora de abrir as prendas que o Pai Natal (o meu sogro disfarçado) foi entregar. A Lia ficou  maravilhada mesmo com uma visita tão fugaz de um Pai Natal apressado e tímido, que tinha de fugir para poder entregar as prendas aos outros meninos a tempo... O Natal sem os miúdos não tinha a mesma piada certamente.

This year we brought back our family Christmas Tradition and went to our home in the country, Casal do Facho in Varatojo. Kids are all grown up now and there's no need for baby amenities anymore. the night started with the traditional cheese, cod and went on with no less traditional sweets. My father in law disguised of Santa and brought all our presents for my daughter's delight! Without kids, Christmas was way less funny. 


O dia seguinte continuo na mesma base do anterior, desta vez com a família mais completa. Almoço farto com a "roupa velha" das sobras da noite anterior, polvo à lagareiro e um vinho ainda melhor! 

Next day, with more people at the table, festivities went on with the same spirit as the night before. 


Para melhor fazer a digestão, tempo para a tradicional volta pelo campo até a Floresta Mágica (nome dado pelos miudos ao pinhal ali perto) banhada pelo amarelo do pôr-do-sol, num cenário à Turner, mestre que admiro bastante e faço por seguir, quer na mestria da linha como pela brilhante aplicação de cores e de luzes.

After lunch, time for a stroll in the countryside bathed by yellow light of the sunset, in a Turner like setting. Turner is one of my all time favorite artists and sort of a mentor since I'm allways trying to resemble his lines and his use of light. 

25 abril, 2016

Grelhados no Casal do Facho


Os jantares no Casal do Facho, no Varatojo em Torres Vedras começam aqui, na grelha. Desta vez, o assador de serviço foi o meu Tio que começa sempre essa tarefa com "um meio copinho", mas atenção... Existem regras! Se o grelhado for ao almoço o meio copinho é de vinho branco, mas ao jantar, é com vinho tinto. Eu e o meu primo, seres ignorantes fomos os culpados da morte de um copo de vinho branco que foi pelo lava-louça abaixo...

Most dinners at my family house in Varatojo, near Torres Vedras, starts here in the Barbecue, this time operated by my uncle José, who always starts this task by drinking  just a tinny glass of wine. But there are strict rules regarding this, because at lunch time the wine must be white and by dinner time it must be red. Me and my cousin (his son), ignorant beings, ended up  responsible  for the "death" of a white whine glass that went down the drain...    



Depois de jantar, deu para desenhar de tudo um pouco com aquela linha solta e descontraida de quem já tinha bebido uns bons copos de vinho bem acompanhados do que foi feito no desenho de cima. Os irmãos falavam com alegria das peripécias da sua mãe que já não se encontra entre nós... O especial destaque  vai para os rissóis de camarão que são os melhores que eu já comi e agora nunca mais vou ter esse prazer, nem da companhia de quem os fazia; os mais novos jogavam um recente jogo didáctico e acabámos todos a falar no primeiro carro do meu pai, um Austin Cambridge A55 de 1957 que foi desenhado por foto, infelizmente, também esse já não se encontra entre nós para um devido desenho  feito ao vivo.

After finishing my meal, I had time to sketch some bits and pieces of what was going on at the table, with a loose and relaxed line due to the amount of wine I had during dinner. The two brothers were telling tales about their mother (my grandmother) who's no longer among us... Highlights to the shrimp rissoles that she used to make, the best I've ever had; Kids were happy playing a board game; And we ended up remembering my dad's first car, a 1957 Austin Cambridge A55 whic I sketch using an image. Unfortunately, that car is no longer among us as well for a proper live drawing... 


21 outubro, 2015

Família



Lia com o seu tablet e depois a ver TV...


Jantares em família...
...e jantares com a Lia

06 outubro, 2015

Experimentar pessoas




Se há coisa boa num bloco cujo formato não estamos à vontade é o testar, experimentar, fazer algo de diferente, já que o suporte também é... O que mais gosto é da sensação " ahhh que se lixe!" e se sair mal, saiu, paciência, o desenho é meu e só mostro se me apetecer.
Este primeiro conjunto feito no aniversário da minha mãe, com a temática mais acutilante: desenhar familiares! São sem dúvida, os piores modelos porque têm a capacidade de dizer mal de qualquer coisa que faças. São por isso, o melhor dos desafios, aqueles que mais recompensa trazem. A recompensa não é nada mais nada menos que satisfação, caso o desenho corra bem, e isso é a melhor coisa para um desenhador, gostar do que fez, quando chega ao fim...



Aqui, bem mais fácil, desenhar colegas na hora de almoço. Os colegas aproveitam ao máximo para descontrair e adiar assim a volta para o turno da tarde e como tal, mantêm-se na mesma posição por alguns minutos, o que é ideal para os retratar com alguma fidelidade.



Por fim, num registo mais familiar, excepto na cor porque sinceramente, à semelhança das experiências de cima, apeteceu-me... No desenho, nem tudo é feito com alguma razão aparente e isso é uma das belezas da coisa ;)

29 setembro, 2015

Pé partido II...

Depois da queda e operação há um mês atrás, a recuperação continua lentamente mas, continua... A enfermeira de serviço (a minha mulher) trata do penso  antes da jantarada ;)

28 julho, 2015

Sardinhas, o making off...



Aqui fica o making off de uma sardinhada bem regada como mandam as regras do Casal do facho. O meu pai foi o senhor da grelha e o desenho explica como se faz uma brasa para assar taõ belo petisco. Por fim, um desenho a duas mãos, eu e a minha filha a desenhar quem estava sentado a mesa.

06 julho, 2015

Memórias do Varatojo...


Mais um desenho da eterna nostalgia. A fronteira entre o meu terreiro e o do "Ti Chico", palco de tantas brincadeiras de infância... os jogos do 31 (ou camelo) com os meus primos Miguel  Inácio e Sérgio Inácio; As tropelias que eu e o Bruno faziamos ao seu irmão Francisco. A cozinha velha, palco de tantas caldeiradas; A nespreira e a figueira onde tantas vezes fui buscar fruta às escondidas do Tio Chico e da Tia Mariana; O muro onde punha alvos para practicar com a minha pressão de ar...Num plano mais recente, destaco a "grelha" que tanto  aturou o meu grupo de amigos e respectivas cervejas... Anos e anos de memórias concentrados num papel de 25 X 10 cm que agora partilho com todos.



Aqui dois desenhos de alturas diferentes, o edificio pertencente aos meus pais e tio Zé, do Casal do Facho no Varatojo, um conjunto de casas que nasceu na altura das invasões Francesas e que ainda hoje conserva o nome que deriva da sua função na altura. Era um ponto onde as tropas inglesas conseguiam controlar a costa e avisar a guarnição do castelo e forte de São Vicente em caso de invasão Francesa pelas costas da cidade...


E aqui, um jantar na cozinha do meu tio onde as conversas foram regadas a vinho... bem como o desenho ;)

07 dezembro, 2014

Dia de por os miudos a desenhar...



Este fim de semana foi de almoço de familia e como tal, foi dia de por os primos mais novos a tomar gosto pelo desenho. Em cima fica o desenho da Leonor e o desenho que fiz dela a desenhar. Em baixo, duas composições, do Gabriel (2 anos) e da Leonor (5 anos) que poderiam ser comparadas a obras de grandes mestres como Polock e Miró respectivamente.

30 novembro, 2014

José Inácio...


Podia ser um desenho feito num restaurante famoso de Porto Covo, mas não... Foi mesmo um desenho do original Zé Inácio no ainda mais original Casal do Facho no Varatojo. Há quem lhe chame o profeta, mas isso é apenas uma lenda... ou não...

21 setembro, 2014

Casa cheia no Casal do Facho


Casa cheia no Casal do Facho, fazendo relembrar tempos passados. A nova geração já é uma realidade e já tomaram os almoços de assalto com muita diversão! Em Varatojo, Torres Vedras.

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Full house in "Casal do Facho", remembering old times, when families were a lot bigger. The new generation is already here and has turned family lunches a lot more happier. In Varatojo, Torres Vedras, Portugal.

Desmontar a festa


As festas de Varatojo já foram há muito e depois da destruição do recinto causada pelo mini-tornado de Dezembro de 2009 é melhor desmontar tudo. Ficam as lembranças, especialmente do Varatojo Rock's, um festival que ajudei a nascer.

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Varatojo festivities are long gone but after the destrucion of this space caused by a tornado in 2009, I think it's better to disassemble everything. But the memories remain, especially the ones from Varatojo Rock's, a festival that I helped to create.

20 setembro, 2014

A casa e o moinho


O moinho, representando a tradição e a casa em construção a escassos metros. A interessante união de tempos diferentes. Em Varatojo, Torres Vedras.

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The windmill representing tradition and the house being built a few meters away. The interesting merging of distinct eras. In Varatojo, Torres Vedras, Portugal.