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21 abril, 2023

Desenho (des) Complicado

 

O objectivo deste ginásio é pegar em situações que normalmente nos desmoraliza e desencoraja a pegar no caderno por serem demasiado complicadas, dando origem a um desenho de várias horas, que durante a azáfama do dia-a-dia, não temos. Iremos então explorar, como sintetizar a informação e soltar o traço desde a rua mais movimentada até à Igreja Gótica mais flamejante que existe. No final de todas as sessões, iremos conseguir reproduzir um destes desenhos em 45 minutos ou menos
É uma proposta que vos encoraja a chamar-me nomes feios mas que no final vão agradecer, espero :)

Horário e datas:
Quartas feiras 18:30h às 20:00h, de Maio (10, 17, 24 e 31), via zoom (o link é enviado antes da sessão das aula)

Materiais
Caderno ou folhas de aguarela, algo que normalmente usamos numa situação de desenho de rua ou num encontro. As aguarelas são as que costumam usar mas que tenham de preferência, Azul Ultramarino ou Azul Cobalto - Burnt Sienna - Uma cor escura para misturar para fazer sombras fortes; eu uso o Winsor Violet por exemplo, para sombras fortes e mais frias. Os pincéis que costumam usar, um para dar aguadas e outro mais fino para detalhes. Caneta com tinta a prova de água ou lápis. Opcional: Posca Branca fina ou guache branco. Recipiente para água, papel de cozinha.

Contribuição mensal: ​​40€ até 5 dias antes do inicio do curso (earlybird), 45€ nos 5 dias antes do inicio do curso, e 50€ depois do curso ter começado, caso hajam vagas.



INSCRIÇÕES AQUI

12 março, 2018

Um ano depois...


Um ano depois do falecimento precoce do meu tio, a sua presença na nossa casa e em todos os eventos familiares ainda é fortemente presente e deixa muitas saudades. Uma pessoa de carácter forte, marcante, que se fazia sentir em quaisquer circunstâncias deixa um grande vazio nas vidas que tocou. Hoje em dia a dor não é tanta e a vida segue o seu rumo normal, mas no fundo ainda custa acreditar que ele partiu...


Para celebrar a ocasião a família tem de fazer aquilo que ele mais gostava que é um grande ajuntamento no Casal do Facho que sucedeu esta ida à missa do Varatojo que alguns de nós precisam por acreditarem que ele está neste momento num local melhor. Esta lindíssima Igreja fica inserida no Convento do Varatojo que está ao serviço da Ordem dos Frades Menores ou Franciscanos. A missa for presidida pelo Pe. Vitor Melícias (que ja tinha presidido a missa do 7º dia, um padre que o meu Tio adorava), um Franciscano que voltou à sua terra para fazer o que faz melhor e devo dizer que é um prazer ouvi-lo falar pois acrescenta sempre uma boa pitada de info útil não fazendo apenas as leituras monocórdicas que caracterizam a Eucaristia Dominical. É como ter uma espécie de Cristiano Ronaldo a terminar a carreira no seu clube de coração, o que confere a esta igreja, algo de ainda mais especial...

17 agosto, 2017

Santa Cruz Watercolours - Part IV - Into the night...

Na 4ª feira, os artistas foram conhecer Lisboa, excepto eu que agradeço todos os instantes de férias em que me afasto da confusão do local que só me faz lembrar stress+trabalho. No dia seguinte deu-se o meu workshop de desenho que contou com cerca de 15 participantes e como tal, uma manhã ultra estafante mas onde saimos gratos por estarmos a passar o nosso conhecimento a outros. Os inúmeros "Merci" , "Thank you so much", "Gracias" e "Obrigado!" são as melhores coisas que podemos ouvir no final de um workshop! 

On Wednesday was time for a trip to Lisbon, that I skipped because I didn't want to remember work+stress during my vacations. Next day, my drawing workshop happened with 15 participants! I was exhausted at the end of the morning but quite grateful for all the "Thanks" that I got. It's rewarding to pass on your knowledge to others and realizing how helpful it will be for them all. 

6ª feira começa com uma demo da aguarelista Belga Marie-Paule Dupuis, com uma fantástica cena nocturna, onde as linhas de lápis foram substituídas com linhas de fita cola de papel, criando máscaras que a auxiliaram em todo o processo. Este meu esquisso ajuda-me a relembrar cada pormenor, de tudo o que aprendi neste momento que irão influenciar todos os meus workshops nocturnos de hoje em diante. 

Friday starts with a fantastic demo of Belgium artist Marie-Paule Dupuis doing a fantastic night scene, where pencil lines were replaced with tape, working as masks that helped her during the process. This sketch reminds me of all that I learned from this, which  will drastically change the way I teach night sketches in my future workshops. 


 Depois de almoço, rumámos ao sol abrasador de Torres Vedras que contrastava com o tempo Invernoso de Santa Cruz. Os artistas aproveitaram para dar um passeio livre pela cidade que antecedeu um dos momentos altos do encontro, a recepção na Câmara Municipal pelo seu Presidente Carlos Bernardes. Começámos por visitar a pequena mas belíssima Igreja da Misericórdia...

After lunch we went to Torres Vedras, under a boiling sun, opposing the winter we were having in Santa Cruz. We walked a bit before the main event of the evening, the reception in the City Hall by the Mayor Carlos Bernardes. We stared by visiting the small but beautiful Misericórdia church...

...passámos pelo Largo de São Pedro onde reforcei a importância de beber imperiais numa esplanada à sombra... 

...I stopped next to São Pedro church where I reinforced the importance of drinking beer under a cool shade...

 ...e reforcei ainda mais na esplanada em frente à Galeria Municipal (antiga Câmara Municipal) onde iria ser o lugar da cerimónia...

...and again right in front of the City Hall where the ceremony would take place...

 ... que contou, como já tinha mencionado, com a presença do Presidente Carlos Bernardes mas também da Vereadora da Cultura Ana Umbelino, que agradeceram e destacaram a importância que todos os artistas, em especial António Bártolo por estar ao leme desta inciativa há 10 anos consecutivos, que cada vez tem mais significado e presença cultural no concelho e no país.

...with the presence of Mayor Carlos Bernardes as I mentioned above, but also with Ana Umbelino, councilwoman for the Culture, who thanked our presence, mainly António Bartolo, responsible for this initiative for the past 10 years. 

À medida que o Sol ia descendo sobre a praça do Município, a cerimónia continuava com o coffee break e uma oferta do município para todos os artistas convidados, bem como uma agradável conversa entre todos. Depois, foi tempo de voltar ao frio (e chuva!) de Santa Cruz para o evento da noite: Pintura nocturna em conjunto com os Urban Sketchers! 

As the sun was setting on the square, the welcome ceremony was still on, while everyone was having a coffee and a nice conversation between us all. After that, was the time to return to the cold weather of Santa Cruz for the main event of the night: Night sketching with the Urban Sketchers!


Aqui, o papel organizador passou para mim e para o Bruno (Faltavas tu Ana para o circulo ficar completo) enquanto coordenadores dos Oeste Sketchers e também para dar as boas vindas aos Urban Sketchers que nos visitaram. Foi uma alegria enorme recebê-los e dar a conhecer o nosso colectivo aos aguarelistas presentes. "Vocês ainda são bastantes!" exclamava a Angela, ao qual eu respondi no meu fluente "portuñol": "..e ainda não viu nada, num encontro bem organizado, chegamos a ser bem mais de 50!" Fomos então em busca de um local para o registo nocturno e ainda sem encontrar o tal, vi o António Procópio a iniciar um desenho descomunal  e pensei, "é já aqui"... Tinha dado uma folha gigante da Canson ao António e fizemos, em conjunto uma verdadeira demonstração pública de sketch/aguarela para os muitos que iam passando. A meio dos trabalhos tínhamos uma multidão enorme de gente em  nosso redor que eu ia vendo pelo canto do olho e mesmo assim mal devido ao holofote que nos projectava uma luz bem potente na cara! Antes de terminar o desenho, levantei-me para esticar as pernas e fui prontamente abordado por um jovem que exclamou que gostava de fazer isto e não conhecia ninguém na zona dele que desenhasse. "És de onde?" perguntei eu. "...vivo nos Açores, São Miguel". "Então fala com a Alexandra Baptista!" respondi prontamente. "Ahh, ela é minha stora!!!"  "Então tu tens uma professora que é uma das melhores Urban Sketchers nacionais, estás a espera do quê para começar nisto?!"  (Alexandra, espero que resulte em mais "clientes").  
No final do encontro, os resultados foram fantásticos e foi brilhante ver tantos, bons e diversos registos, todos reunidos junto ao Ar de Bar, incluindo os cadernos de pessoas que não sabiam do evento e se juntaram quando nos viram desenhar. 

No final do evento, esta aguarela nocturna foi também cedida para a Câmara Municipal de Torres Vedras. 

Here, both me and Bruno took the organization role as Oeste Sketchers-USkP coordinators to welcome all the Urban Sketchers that joined us. It was an overwhelming joy to welcome and introduce them to all watercolourists. "You're a big group!" said Ângela with admiration. "...and you haven't seen nothing yet, our numbers go up to 50 or 60 in a well arranged meeting" I went for a place to sit down, and took me a long time to choose one until I saw António Procópio starting a superb sketch, and immediately joined him. We both did a public demo on how to sketch and watercolour a night scene to all the people passing by. Rapidly, a great amount of people gathered behind us to see us sketching and painting. At the end of the meeting, all works were displayed in the town centre, including the ones from people that joined us that weren't aware of this meeting. 

This watercolour is now part of the municipality watercolours collection also. 

11 agosto, 2017

Santa Cruz Watercolours - Part III - Why not?...

 Neste encontro eu era claramente aquele que menos anos tinha de aguarela e uma falta de experiência notória no que toca a conhecimento de técnicas, materiais e mais truques do género. No entanto, há uma coisa que eu sei, é que o papel comanda a vida neste meio. Podem ser muito talentosos e ter as melhores tintas mas no fim, tudo se resume à qualidade do papel VS tipo de trabalho que querem produzir. Os artistas deste encontro têm um beneficio fantástico, o acesso practicamente ilimitado a papel de aguarela, papel esse que anda sempre nos 300g/m², quase sempre de algodão e com dimensões que não se comparam a qualquer caderno que eu tenha visto por aí. 

Among all artists, I was the on with less experience using watercolors, and with a huge lack of knowledge regarding, materials, techniques and such. However, there's one thing I do know of, is that paper is key to produce a nice piece. We may be talented and have some of the best gear but in the end, it all comes to the kind of paper vs type of work you want to produce. Featured artists in this meeting have a huge advantage, the almost unlimited access to quality paper, never less than 300gsm, 100% cotton, with huge sizes incomparable to any sketchbook around. 


  Era 3ª feira, dia 1 de Agosto e as actividades passavam pela cidade de Torres Vedras, em grande parte para a dar a conhecer aos artistas que até então tinham estado sempre em Santa Cruz. Após um passeio matinal por ruas que eu já desenhei vezes sem conta, sentei-me no Largo de Santo António com o Bruno e com a Ana Ramos (o núcleo dos Oeste Sketchers :) que também já teve uma dose considerável de desenhos (aqui). Puxei da caneta e preparei a folha gigante de 70x40 e pensei... "E fazer uma aguarela à aguarelista? Porque não?..." e nesse instante, troquei a caneta pelo lápis e fiz um desenho bem mais solto e menos detalhado que o normal.

Tuesday, August 3rd, and all activities were set to happen Torres Vedras, since all artists stayed in Santa Cruz during the whole time until now. After a morning walk trough streets I know to well, I sat down in Largo de Santo António with Ana and Bruno. I pulled my pen to start my sketch on this giant sheet of 70x40cm and then I thought... "What about a real watercolor, like painter do?... Why not?..." And in that moment I replaced my pen for a mechanical pencil and the result was a much looser sketch than what I do. 

 Assim que comecei a lançar cores, voltei a ter a perfeita noção de que o papel faz mesmo toda a diferença. Este era um Arches de grão grosso e ver as cores misturarem e fazer efeitos extraordinários é um prazer quase indescritível. Não somos apenas nós que trabalhamos em aguarela, a água também trabalha connosco e é ela a principal responsável por uma aguarela extraordinária ou por mais uma folha para o "lixo" (nunca mandem desenhos fora, é apenas uma força de expressão). No fim, estava claramente satisfeito porque senti que tinha aprendido mais qualquer coisa...  

As soon as I started playing with colours, I realized once more the importance of having a quality paper for this kind of work. This was an Arches Torchon paper, and it was pure joy watching colors playing and mixing together. In watercolour we're not the single protagonist, water is working alongside us too and can be the main responsible for a masterpiece or for another piece of paper in the trash can (never dispose of a drawing/paint, it's just an expression ;). In the end I was clearly satisfied with this, because I felt I had learn something in the process... 
Para além de uma sala de trabalhos, este encontro dispões de uma galeria que serve apenas para a mostra de aguarelas feitas durante o mesmo. Assim que um artista termina um trabalho, ele coloca o seu trabalho na parede bem como um preço de venda ao público. Aqui estavam as minhas obras no final deste segundo dia de encontro, ao lado das fantásticas incursões "Banksyanas" do George Politis. No final da exposição e do encontro, esta minha aguarela passou a fazer parte da enorme e muito rica colecção de aguarelas do Concelho de Torres Vedras. Uma honra enorme poder servir a minha "casa" com o que mais gosto de fazer...

Besides a work room, in this meeting all artists have a gallery displaying all paintings made during the event. At the end of the day, you get to put your work in the wall with a price tag if you  want to sell it. Here were my sketches/watercolors at the end of this 2nd day, next to the work of talented George Politis. At the end of the event, this watercolor became part of the Municipality huge collection of watercolors. It's an honor being able to serve my "home" with what I love the most... 

10 abril, 2017

Jantares no Casal do Facho

 
Há um esforço redobrado por parte de todos para que a vida no Casal do Facho regresse ao normal. Até pode parecer algo forçado mas para a nossa família não o é certamente, é a forma de nos sentirmos minimamente bem e atenuar dores maiores que irão persistir durante algum tempo... Os meus primos aqui olham com orgulho para um belo desenho feito pelo seu filho Gabriel


Aqui, depois de um dia intenso de jardinagem, apesar de ter as mãos a doer como nunca de tanto esforço, não deixei de fazer o que realmente interessava após o jantar, registar o momento. O Rui, um amigo de família juntou-se a nossa mesa de jantar para mais uns copos e dois dedos de conversa.

05 abril, 2017

Fim de semana longo...

 Não, não tive um fim de semana de três ou quatro dias como o título transparece mas para mim o fim de semana foi interminável apenas por ter saído na 6a à noite. Basta fazer isto e parecem já umas mini férias.


Saí do trabalho a horas decentes na passada 6ª Feira e os efeitos da mudança da hora aliados ao bom tempo que se vai fazendo sentir são bem visíveis. Ainda que rasante, o sol ainda se fazia sentir na praça do Rossio e como tinha tempo mais que suficiente até a minha mulher chegar para irmos jantar, desenhei lentamente ao mesmo tempo que ia saboreando o final de tarde até que acabei o esquisso já em plena noite. Em vez de pintar o desenho com as cores existentes no final, pintei com as cores que existiam quando o comecei e que me fizeram puxar do caderno. 

I got out from work in time last friday and we could see the effects of the Summer Time. The sun was still setting but was making a stand in Rossio Square and since I had plenty of time left until dinner with my wife, I started sketching in an unusual slow pace until nightfall. Instead of painting this sketch with night colours, I choose to paint with the colours that were at the begining of the sketch, the ones that make me pick up my sketchbook in the first place.  


Antes de jantar num desses novos pseudo-cafés / bar meio retro que tomaram a cidade de assalto aos quais eu não acho grande piada, por muito "giros" que sejam, (prefiro tascas a sério, à antiga) ainda tive tempo de contemplar com saudades dos tempos de juventude, uma das igrejas mais bonitas de Lisboa, especialmente à noite, a lendária Igreja de Santo Estevão, palco de tantos ensaios acústicos da minha banda da altura. As luzes das cidades da margem Sul brilhavam numa linha continua constituída por pontinhos brancos que pareciam dizer: "estamos aqui também, o Tejo não é só Lisboa!" E eu fiz-lhes a vontade.

Before dinner in one of those retro bars/cafe that are storming the city I had time to sketch one of Lisbon's finest churches, Santo Estêvão in Alfama at the same time I was remembering the old days when me and my band mates sat by it's main door and gave dozens of acoustic performances just for fun. The city lights on the south bank were all lined up and seemed to say : "We are here too, Tagus River is not only about Lisbon!" And so I answered their call.  


Já no dia seguinte após um almoço inesperado com amigos que raramente vejo devido à distância, fomos fazer uma surpresa à minha irmã e aparecemos para jantar e ver o clássico. Da janela da sala víamos o sol a dourar o betão da Ramada / Odivelas, bem como o palco principal do clássico no fundo. Pensei em desenhar o estádio da Luz mas achei melhor não porque podia dar azar... Bem que podia tê-lo feito. 

Next day , after an unexpected lunch with some good friends that I haven't seen for a long time, me and my family went to my sisters for dinner and watch the big game Benfica-Porto, crucial one for both teams. From my sister's home we could see the golden concrete of Odivelas as well as the Luz Stadium at the distance. I thought to sketch it at first but I chose not to, it could bring Benfica bad luck... Well, the game ended in a draw so I could have done it... 


No Domingo, após um passeio matinal no parque desportivo do Jamor, foi tempo de comprar uns frangos e almoçar junto à praia em Paço de Arcos, junto à outrora famosa curva do Mónaco na marginal que cada vez mais parece uma autoestrada que atravessa concelhos que passam a vida a proclamar que cada vez há mais espaços para andar a pé à beira-mar. Deve ser porque nunca andaram a pé nos passeios da Av. marginal.

Sunday, after a morning walk near National Stadium Park, we went to Paço de Arcos beachfront to have some lunch next to the once famous Monaco turn, due to the famous restaurant sitting there that is now in ruins. 

02 abril, 2017

Siga...


Após o dilema familiar que descrevi de forma meio metafórica (aqui), o inevitável aconteceu e a minha família perdeu um dos seus elementos basilares e para sempre presente nas nossas vidas. O conceito de imortalidade de algumas pessoas que nos são especiais vai-se esfumando aos poucos à medida que crescemos. Os irmãos já não vão sorrir juntos como outrora e os jantares de família que irei continuar a desenhar contarão com menos um elemento.  A minha mãe é agora a resistente desta geração e a comandante da nossa casa de família que aos poucos vai retomando a rotina após este golpe duro e acima de tudo baixo, pois não devia ser permitido partir tão cedo... Continuemos a viver então, siga...

21 fevereiro, 2017

Lia




Sábado foi dia descanso total e ficámos por casa, o dia todo de pijama. Tempo para praticar também os retratos em aguarela e a minha filha foi a cobaia perfeita.

Saturday was one of those days to do nothing and wear pajamas all day long. I was practicing watercolour potraits and my 4 year old daughter was the perfect test subject.  

29 dezembro, 2016

Encontro de Natal em Torres Vedras



Estava frio nesta manhã de Dezembro em Torres Vedras. Mais uma vez, aproveitei para "rebentar" com o stock de folhas soltas lá de casa e foi com um caderno em fole que comecei a minha reportagem no Museu Municipal durante a visita guiada à exposição sobre o Castro do Zambujal, um importantíssimo povoado Neolítico nas redondezas da cidade. Passando pela anfitriã, pelas peças exibidas, o espaço e pelos intervenientes, deu para tudo. À direita, o Pai (André), o Filho (Tomás) e o Mestre (António Bártolo) concentradíssimos nos seus registos. 

It was cold in this December morning in my hometown Torres Vedras. Once again I choose to shorten my stockpile of watercolour paper and I made a concertina sketchbook to report the guided tour in Municipal Museum Leonel Trindade to an exhibition about Castro do Zambujal, an important Neolithic settlement nearby. On the right, the Father (André), the Son (Tomás) and the Master (António Bartolo) focused on their sketches. 


Depois da aventura que foi para almoçar, onde os poucos restaurantes que estavam abertos, rebentavam pelas costuras, lá comemos uma coisa rápida na Havaneza, onde eu e o Pedro Loureiro tivemos o prazer de conhecer o António Latino Tavares  cujos desenhos admiro muito desde que os vi pela primeira vez no Livro Lisboa pelos USk. Tempo então para me dedicar a desenhar o que mais gosto: espaços e formas...

After the struggle to get something to eat for lunch since every restaurant was packed, time for a quick snack at Havaneza where I and Pedro Loureiro had the pleasure to meet Antonio Latino Tavares, a very talented sketcher. After that, time to dedicate to what I love the most: Shapes and spaces... 



Deu para desenhar o claustro do Convento da Graça de cima e debaixo das suas arcadas num interessante exercício de perspectiva e de sombras uma vez que o Sol estava no ponto para tal.

I sketched the cloister of Graça Convent from above and under the colonnade in an interesting perspective and shading exercice.  




No final do encontro, para além da tradicional foto de grupo, tempo para um lanche ao mesmo tempo que se fazia uma troca de esquissos entre os participantes que ainda se encontravam no local. O meu não viajou para muito longe, foi para o meu colega de trabalho Pedro Loureiro, o que me deixou bastante contente por saber que foi para um talentoso desenhador, um dos que mais admiro. O desenho que me calhou, foi igualmente um momento feliz por ser do Bruno Vieira, um desenhador Torriense que tanto prezo. Foi mais um dia fantástico na minha cidade!

Near the end, the traditional group photo and an afternoon snack a the same time we exchanged sketches among each other. I was most happy when I found that my sketch went to Pedro Loureiro, my colleague and a talented sketcher, one that I admire the most. The sketch that I got was another fortunate moment because it was Bruno Vieira's, a local talented sketcher, another one that I cherish the most. Another great day in my hometown!  

12 novembro, 2016

Exposição no Elegance Bar


Deixo aqui o anuncio/convite para verem alguns dos meus trabalhos (originais) em âmbito de Diário Gráfico numa exposição num espaço que me é muito querido, o Elegance Bar em Torres Vedras. A inauguração será na próxima 2ª feira dia 14, no final do dia, por volta das 19:30 e vai estar patente até ao final do ano. Visitem o espaço e bebam um copo.

Between 14th November and the end of the year, Elegance Bar in my hometown Torres Vedras, will host a small exhibition of my sketchbooks. I'll be at the inauguration between 19:30 and 23:00. If you're near, don't miss it and have a drink while you're at it. 

27 setembro, 2016

O mercado visto de cima (TUTORIAL)


Depois de mostrar este desenho ao grupo de sketchers que me acompanhava neste evento do (A)riscar o Património, todos mostraram algum espanto pela complexidade desta perspectiva. Iniciou-se ali uma tertúlia para desmistificar a perspectiva e mostrar que não é tão difícil assim... Antes de continuar, lanço a provocação para os teóricos da perspectiva, os matemáticos e pessoas que só sabem mandar farpas: Eu encaro o desenho como arte e não como matemática. Eu desenho em cadernos para me descontrair e soltar o meu traço e não para me aborrecer de tédio... Eu sigo umas breves regras para que o desenho mostre alguma coerência mas não passa muito disso. E são essas breves noções que eu pretendo explicar aqui, especialmente para os sketchers com quem tive o prazer de ter a tal tertúlia no final do evento.

Começo por dizer que assim que olhei para esta vista, pensei em fazer uma perspectiva simples com um ponto de fuga onde está o F2 mas depois pensei... porque não complicar?

After showing this sketch to the fellow sketchers at the event "Heritage Sketching", they seemed amazed with the complexity of this scene and immediately we started a brief talk about perspective to show that it's not so difficult as it looks...  Before I continue I'll take the opportunity to provoke all perspective addicts, mathematicians and people that usually comment just to bash someone: I see drawing as an art form and not as a math. I sketch to relax, not to get bored... I just follow a brief set of rules so the sketch has some consistency but not much more than that. This example is to try to explain those simple rules. 

Once I looked at this scene, I quickly thought to do a simple scene with one Vanishing Point (F2) but then I asked myself... Why not complicate things just a bit?  



E foi então que comecei a distorcer as verticais criando o ponto F3, mantendo o as linhas paralelas ao meu sentido do olhar com o ponto de fuga em F2. Para dar mais dinamismo ao desenho, resolvi curvar as linhas perpendiculares ao meu olhar com pontos de fuga em F1 e F4. Claro que o desenho tem erros, até porque foi sendo pensado à medida que o ia fazendo e foi feito um pouco rápido porque estava a ser chamado para o almoço... Acho que foi por isso que passei a gostar deste desenho, por conter fluidez, energia e alguma ousadia, directamente proporcionais ao tempo de execução.

Espero que gostem e que vos seja útil. Sintam-se à vontade para comentar, criticar e para esclarecer dúvidas. Responderei a todos assim que puder...

So I started by distorting the vertical lines into F3, keeping parallel lines to my sight line converging to F2. To give more dinamism to this scene I curved all perpendicular lines with VP in F1 and F4. This sketch has errors, mostly because it was conceived as I kept going with it. That's why I love it so much... tt has energy, it's fluid and a certain degree of complexity matching the brief period I spent doing it... 

I hope you like it and hope it's useful. Feel free to comment and to ask questions, I'll ask as soon as I can... 

(Pardon my English...) 

14 julho, 2016

2º EIDR Torres Vedras - Full report

O 2º Encontro Internacional de Desenho de Rua de Torres Vedras (EIDR) volta a confirmar o sucesso da primeira edição. Integrado no Projecto Municipal, Arte @ Centro, o EIDR procura juntar os nossos irmãos brasileiros e nuestros hermanos Espanhóis para desenharem em conjunto de uma forma descontraída. Nós, os instrutores só o éramos verdadeiramente durante as 2h que durava a nossa oficina e como tal,  fizemos os workshops uns dos outros e eu tentei ser o melhor aluno possível,  ao (tentar) fazer os desafios tal como foram pedidos. 


Workshop: Suzana Nobre



Workshop: Jota Clewton


Workshop: Flávio Ricardo 

Registos soltos do segundo dia durante as tertúlias


Workshop: Bruno Vieira


Workshop: Bruno Vieira & Eduardo Wandeur


Workshop: Célia Burgos

 Desafio Final: Paulo Brilhante & André Baptista

Registos soltos do almoço e final do encontro .

14 fevereiro, 2016

O inicio e o fim do Carnaval


O desenho que antecedeu a grandiosa festa do Carnaval de Torres Vedras, o Monumento, que lança o mote para a festa bem como o tema que este ano era "Figuras e Figurões". É a primeira "pedra" a ser lançada que é seguida de muitos assaltos, uma espécie de ensaios para a verdadeira festa que começa numa 5a feira e só acaba na 3a...



...e num ápice, o Carnaval chegou ao fim... Restam as memórias daquela que é uma festa sem igual, a nossa de Torres Vedras. Mais que uma foto, um desenho, rápido, no meio da acção. As pessoas estão etéreas, meio indefinidas, porque na realidade estão mesmo, ao estarem vestidas com restos de máscaras, misturas, sentindo que o Carnaval está a acabar e ainda não sabem bem se hão de aproveitar até à última ou se hão de rumar a casa e desligar o chip. É que este Carnaval pode ser considerado droga. Há quem se recuse sequer a olhar, mas que a "toma" fica com este sentimento de ressaca que ainda dura uns bons dias a passar...

13 dezembro, 2015

Torres Vedras de Natal




Torres Vedras já se enfeitou para o Natal e até estendeu passadeira vermelha para o Comércio Tradicional.

01 dezembro, 2015

Reflexões de Diário Gráfico


Mais um exercício, mais propriamente para ilustrar que o diário gráfico não serve apenas para os desenhos perfeitos, postais ilustrados dos sítios onde passamos. O diário serve acima de tudo para anotar reflexões, emoções e estados de vida que nos rodeiam e nos acompanham. O desenho em diário gráfico é também um fantástico auxiliar de memória, pelo que nem sempre temos de escrever o que se passava no momento. Basta olhar para o desenho e zás, num micro-segundo, lembramo-nos de tudo o que se passava ao nosso redor. Neste desenho por exemplo, a maioria de vós vê um conjunto de edifícios de um lado, árvores a meio e um posto de abastecimento na esquerda, assim num traço meio solto e com cores muito puxadas. Claro que a leitura é muito superficial, mas de facto é o que está representado. 
E é aqui que entra a magia da partilha, porque vocês só vêem (e lêem) o que eu quero mostrar. O que realmente está representado é que eu fui por o lixo à porta de casa enquanto esperava pela minha mulher que foi tirar o carro da garagem; Estava frio, muito frio, mas o sol de inverno transformava o momento numa tarde de Primavera que mais faziam lembrar um dia de Março. Pelo frio que estava, o desenho devia sair mais azul, mas aquele sol aqueceu o momento de tal forma, que até tive de tirar o casaco para conseguir estar ali, durante 5 minutos a desenhar. Nesse pouco tempo, várias pessoas passaram e olhavam com estranheza para o que eu estava a fazer, pelo que não é normal ter alguém a desenhar algo tão banal como o nosso edifício, e num flash, a minha mulher apanha-me e seguimos viagem... A cor foi dada depois, recorrendo não apenas à memória visual mas ao sentimento. Consideremos isto um desenho de Análise Sensitiva de um qualquer local.  Claro que o edifício não é dourado e os pinheiros não são verdejantes como um plátano, mas foi a forma de representar o calor que se sentia naquele momento e as sombras escuras nas varandas fundas acentuam ainda mais esse factor. A estrada também não é azul, mas a luz que nos chega também não é branca e a sombra nunca é cinza...  

21 outubro, 2015

Família



Lia com o seu tablet e depois a ver TV...


Jantares em família...
...e jantares com a Lia