01 agosto, 2015

Elevador da Glória - Tutorial


Achei por bem fazer um pequeno tutorial de como faço um desenho de locação e achei este exemplar perfeito para tal, se bem que o nível já é algo avançado, pelo que neste caso, convém ter algumas noções de perspectiva. Sabendo as regras, podemos confortavelmente quebrá-las, como foi o caso... 

1 . Comecei por desenhar o elevador, o elemento central e o que está mais perto; 2 - Comecei a rua pelo topo visível, relacionado a sua distância relativamente ao topo do elevador para em seguida desenhar os carris em direcção ao elevador, bem como o passeio e os balizadores do lado esquerdo; 3 - Começa o erro forçado para conseguir ter "mais" edifícios no papel e assim, invento uma perspectiva curva que contradiz todo o inicio do desenho, mas que me permite um skyline mais interessante, dando alguma dinâmica ao esquisso; 4 - Para a perspectiva curva não entrar em conflito com o elemento central, termino o desenho ali, deixando assim espaço em branco para que o elevador possa "brilhar". 

Em baixo podem ver as linhas imaginárias que crio na minha mente para fazer o desenho e uma pequena nota mas importante: As linhas paralelas entre si, tem SEMPRE o mesmo ponto de fuga. É uma regra que sigo sempre... 

Materiais: Bloco "Mitos" A5 folha 150g; Rotring Art Pen EF; Aguarelas Van Gogh; Marcadores Faber Castell.
I thought it was a good idea to show a  small tutorial on how I do a location sketch and found this scene a perfect example for that, although the skill level is somewhat advanced, meaning that you should already have some insights on perspective. If we know the rules, we can easily break them... 

 1 - I started by drawing the funicular/tram, the closest and central element of this scene; 2 - Then, I moved on to the top of the street measuring it's distance to the top of the tram so I could draw the tracks accurately; 3 - This is where I force the perspective error introducing a curved perspective for the buildings that contradicts the beginning of this sketch. Doing this I get a more interesting skyline and a whole new dynamism to this; 4 - To avoid conflict between the curved and the "correct" (in a sketch there are no "wrongs") perspectives, I leave the buildings incomplete and doing so, the tram, stands out as the central element of the scene.  

Above you can see the imaginary lines that I create in my mind  and at the bottom, a small but important note: Parallel lines have the same vanishing point, ALLWAYS! That's a rule I use all times 

Materials: "Mitos" Sketchbook A5 150g; Rotring Art Pen EF; Van Gogh Watercolours; Faber Castell Markers. 

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